A frontalidade é uma forma de estar que gosto de ver nas pessoas. E quando essa característica vem de alguém que, pelo que representa na vida política e pública de um país, tem obrigações de defender os princípios que apregoa, fico contente.
Foi o que aconteceu ontem, quando Ferrro Rodrigues, secretário-geral do PS, acusou sexta-feira o primeiro-ministro, Durão Barroso, de alterar o seu discurso devido à influência da "extrema direita" do Executivo, aludindo ao CDS/PP.
Ferro Rodrigues referia-se ao comentário do primeiro-ministro após o chumbo do PS ao Plano de Estabilidade e Convergência no Parlamento, quando Durão Barroso considerou que, ao votar contra aquele programa, o Partido Socialista não estava a votar contra o PSD, mas contra o País.
Perante cerca de trezentas pessoas, num jantar em Figueiró dos Vinhos, Ferro Rodrigues minimizou a relevância de outras questões políticas, como a disputa da sua eventual sucessão ou nomes para as eleições presidenciais, e considerou que as reformas anunciadas pelo Governo são uma das "mentiras que a coligação tem estado a contar aos portugueses".
A outra mentira "é que o pior já passou", acusou Ferro Rodrigues, considerando que a crise económica ainda vai ter reflexos este ano.
Publicado por dizerbem em fevereiro 14, 2004 11:46 AMMas, alguém duvida que quem manda é a extrema direita: CDS/PP?
Afixado por: Luís Cruz em fevereiro 16, 2004 12:03 AM